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Modelo Integrado de Controle de Armas Um chamado a outros estados 1O investimento no combate ao tráfico de armas e munições é um investimento estratégico na redução da violência armada em todas as suas formas. Trata-se de evitar o acesso ilegal aos instrumentos presentes em 8 de cada 10 mortes violentas no país. Trata-se de evitar também as formas mais graves e traumáticas das outras modalidades criminais, desde roubos, ameaças e coação até o crime organizado.

Fazemos esse convite a outros estados para que também invistam no Modelo Integrado de Controle de Armas. Há uma oportunidade concreta de dar grandes saltos de qualidade nessa temática. Presenciamos resultados importantes no projeto com o Espírito Santo e em projetos anteriores e acreditamos na plasticidade da metodologia que foi empregada.

O combate ao tráfico de armas depende essencialmente de um trabalho integrado que mobilize os órgãos estaduais de segurança (em suas estruturas internas e entre secretarias diferentes), a Polícia Federal e Rodoviária Federal, o Exército Brasileiro e o Judiciário.

O caminho que conduzirá a polícia às fontes que alimentam esse mercado ilegal e aos elementos processuais para a responsabilização penal depende de todo um fluxo de profissionais que detêm fragmentos de informações sobre o tema. Os estados desempenham papel fundamental nessa rede, realizam cerca de 90% das apreensões no Brasil, são detentores de seus dados e responsáveis pela sua custódia, além da gestão de seus grandes acervos de armas institucionais.

Entre 2019 e 2021 desenvolvemos um projeto de cooperação técnica para apoiar a implementação desse modelo no estado do Espírito Santo, obtendo ótimos resultados no curto prazo e com baixos custos. Esperamos que a trajetória do projeto desenvolvido com a gestão capixaba possa estimular gestores e operadores de segurança pública a aperfeiçoar sua atuação no tema e a ver o controle e armas como um investimento estratégico na segurança pública.

 Estudo Armas

A circulação de armas e munições não para de crescer no Brasil, o que desafia governos estaduais de todo o país. Apesar disso, muitas secretarias estaduais de segurança pública lidam com as armas de fogo retiradas do crime e sob sua custódia (armas apreendidas ou as armas das próprias polícias) de forma pouco eficiente. A maioria das Secretarias de Segurança deixa de realizar a coleta e análises de dados estratégicos, o que resulta em menor eficiência no combate ao mercado ilegal de armas, na duplicação de esforços e até no retorno desses arsenais ao crime por meio de roubos e furtos.

Uma iniciativa posta em prática pela Secretaria de Segurança Pública do Espírito Santo, em parceria com o Instituto Sou da Paz, mostra que é possível que as polícias estaduais de todo o Brasil trabalhem de forma mais eficiente e mais segura no combate ao tráfico de armas e munições e na prevenção da violência armada.

O projeto resultou nos relatórios “Modelo Integrado de Controle de Armas de Fogo – a experiência do Espírito Santo” e “Modelo Integrado de Controle de Armas – Um chamado aos governos estaduais” e em dois vídeos, que foram lançados nesta segunda-feira, 6 de junho, em evento realizado em parceria com o Instituto Jones dos Santos Neves, em Vitória, no Espírito Santo.

 

 

A implantação do Modelo Integrado de Controle de Armas pressupõe o fortalecimento de quatro eixos: produção de dados estratégicos, inteligência policial, cooperação institucional e custódia de armas.

“Por meio do projeto de cooperação técnica com o Instituto Sou da Paz, a Secretaria de Segurança Pública do Espírito Santo provou que é possível fazer um trabalho proativo, mais seguro e mais eficiente de combate ao tráfico de armas, utilizando análise de dados e maior cooperação entre suas diferentes equipes”, diz Natália Pollachi, gerente do Instituto Sou da Paz responsável pela parceria.

“Entre os resultados alcançados pelo projeto está a maior integração do fluxo de informações entre as polícias Civil, Técnico-Científica e Militar do estado e maior cooperação com a Polícia Federal, o que por sua vez resulta em operações policiais mais eficientes, que retiram armas do crime de circulação e tem base suficiente para solicitar mandados judiciais, de modo a proteger a vida de policiais envolvidos na operação e das populações locais”, explica Carolina Ricardo, diretora-executiva do Instituto Sou da Paz.

 

 

O Secretário de Governo do Espírito Santo, Álvaro Fajardo, destaca: “o projeto desenvolvido pelo Governo do Espírito Santo em parceria com o Instituto Sou da Paz fortalece as ações estratégicas do “Programa Estado Presente em Defesa da Vida” para seguirmos reduzindo violência letal e preservando vidas no Espírito Santo”.

Para o diretor-presidente do Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN) e coordenador do Atlas da Violência, Daniel Cerqueira, a parceria entre o Governo do Estado do Espírito Santo e o Instituto Sou da Paz é fundamental para o aprimoramento das tecnologias e análises que contribuirão para o avanço na retirada de circulação de armas e munições ilegais. 

“Nós sabemos que uma importante ação dentro de uma política efetiva de segurança pública diz respeito ao controle e rastreamento de armas de fogo e de munição”, diz Cerqueira. “Este é mais um investimento importante do Programa Estado Presente em Defesa da Vida que apostou nessa parceria e, também, na integração entre as agências policiais, na inteligência e na qualificação da informação, além da aquisição de tecnologias importantes para o rastreamento de armas utilizadas em situação de crime”, aponta.

Armas apreendida é brasileira e tem origem legal

Por meio do projeto, foi possível desenvolver uma análise robusta do perfil das armas apreendidas no Espírito Santo nos anos de 2018 e 2019, analisando as marcas e tipos de armas mais frequentes por cidade, por bairro e incluindo um olhar aprofundado inédito no Brasil para informações de laudos periciais, como a presença de adulterações. Nessa análise, chama atenção a presença de armas artesanais, que somaram 15% do total. A origem brasileira predominou tanto no total (73%) quanto entre as armas mais potentes (57%), como fuzis e submetralhadoras.

A análise aponta também a existência de proprietários legais anteriores à apreensão por meio de consultas ao sistema da Polícia Federal (onde estão registrados cidadãos com armas para defesa pessoal, empresas de segurança privada ou instituições de segurança civis). Em uma amostra de 1.400 armas, 30% foram encontradas, destas, 40% eram registradas no próprio ES, 57% para defesa pessoal e 39% indicavam que o status do registro era “válido”.

   

 

Informações para a imprensa:

Assessoria de Imprensa Instituto Sou da Paz
Izabelle Mundim e Rayane Figueiredo
imprensa@soudapaz.org

Assessoria de Comunicação do IJSN
Eduardo Rabello
(27) 3636-8066
comunicacao@ijsn.es.gov.br

Emprego Formal CAGEDEm abril de 2022 foram criados +4.999 postos de trabalho com carteira assinada no Espírito Santo. Tal desempenho foi decorrente, em grande medida, dos resultados positivos obtidos pelos setores de Serviços (+2.673) e da Agropecuária (+1.011). O saldo acumulado no ano é de +17.497 vínculos de trabalho.

coletiva ok

Pela sétima vez consecutiva, a economia capixaba apresentou resultado positivo no indicador trimestral do Produto Interno Bruto (PIB). O crescimento no primeiro trimestre de 2022 foi de +1,7%. A atividade econômica estadual obteve expansão acima da média nacional em todas as bases de comparação. Os setores de Serviços, Comércio Varejista e Indústria Geral contribuíram para o bom desempenho. Os dados foram divulgados, na manhã desta sexta-feira (03), pelo Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN), em coletiva de imprensa.

De acordo com o levantamento, o Espírito Santo avançou em todas as quatro bases de comparação, superando o desempenho nacional em todas elas. No acumulado do ano, o PIB capixaba ficou em +4,1%, contra +1,7% da média nacional. Os resultados se repetem na comparação do primeiro trimestre de 2022 com o primeiro trimestre do ano anterior.

Já na comparação do acumulado dos últimos quatro trimestres com o mesmo período anterior, a expansão foi ainda maior, registrando +7,2% para o Estado, frente a +4,7% do Brasil. Este é o melhor resultado desde o primeiro trimestre de 2012. Na comparação do primeiro trimestre de 2022 com o último de 2021, houve aceleração no ritmo de crescimento de +1,7% para o Espírito Santo, contra +1,0% do País.

“O Instituto Jones dos Santos Neves é o órgão oficial responsável pelos dados do PIB trimestral e do PIB anual do Espírito Santo, e integra uma rede nacional de pesquisa de contas regionais, coordenada pelo IBGE. Os resultados mostram a economia capixaba crescendo de forma expressiva, com seu desempenho se mantendo sempre acima da média nacional e em um ritmo contínuo”, destacou o diretor de Integração do IJSN, Pablo Lira.

Para ele, os bons resultados refletem diretamente na vida da população, com a criação de novos postos de trabalho e a atração de novos investimentos. “O Espírito Santo vem reduzindo a sua taxa de desemprego combinado com o crescimento econômico destacado aqui. O Estado tem a nona menor taxa do país e vem acumulando avanços no saldo de empregos no mercado formal. Isso se reflete na sociedade, na geração de emprego, na renda e em oportunidades para a população. Com o ambiente econômico equilibrado, atraindo novas empresas, tudo indica que o Estado vai continuar apresentando, até o final do ano, esses resultados positivos”, completou Lira.

Resultados

Segundo os dados do Instituto Jones, no confronto com o mesmo trimestre do ano anterior e no acumulado do ano, a atividade econômica capixaba cresceu +4,1%, sendo explicado pela confluência das altas de +9,9% nos Serviços, +5,1% no Comércio varejista ampliado e, em menor proporção, pelo incremento de +1,6% na Indústria Geral.

A contribuição positiva para o desempenho do PIB, ao observar o acumulado do ano, pode ser explicada nos Serviços pela expansão +33,3% em Serviços prestados às famílias e crescimento de +13,8% em Transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio. Já no Comércio varejista ampliado, a alta foi influenciada pelo crescimento no Varejo restrito (+8,8%) e em Veículos, motocicletas, partes e peças (+0,4%). Por sua vez, o resultado positivo da Indústria Geral deve-se a expansão de +7,5% da Indústria de Transformação, contrabalanceado pela retração de -10,8% na Indústria Extrativa.

A Indústria de Transformação apresentou avanços na produção em três dos quatro setores investigados, sendo positivos nas atividades de Fabricação de produtos alimentícios (+20,5%), Metalurgia (+13,0%) e Fabricação de celulose, papel e produtos de papel (+1,9%). Em sentido oposto, a atividade de Fabricação de minerais não metálicos (-8,8%) registrou recuo na produção.

Os resultados para a produção agrícola demonstram expansão em 8 dos 10 principais produtos agrícolas: Café Conilon (+3,3%), Café Arábica (+28,4%), Banana (+8,7%), Pimenta-do-reino (+4,0%), Tomate (+1,4%), Cana-de-açúcar (+23,8%), Cacau (+2,5%) e Abacaxi (+10,0%); e as retrações em Coco (-13,1%) e Mamão (-8,7%).

Em valores correntes, o PIB nominal capixaba alcançou a cifra de R$ 39,8 bilhões no primeiro trimestre de 2022, se mantendo estável em relação ao período anterior. No acumulado de quatro trimestres, a cifra chegou a R$ 156,6 bilhões, atingindo o maior patamar agregado em toda a série histórica.

“Os resultados mostram uma forte retomada econômica em setores importantes como Serviços, Comércio Varejista e na Indústria. Temos que destacar ainda a previsão de crescimento na produção agrícola, com aumento nas safras de café Arábica, Conilon e vários outros produtos. As boas notícias se refletem também no mercado de trabalho, com saldo positivo já neste primeiro trimestre. O ponto de atenção deve ser a inflação, que acumulou alta de 3,0% no período”, pontuou o coordenador de Estudos Econômicos do IJSN, Antonio Ricardo da Rocha Freislebem.

Panorama Econômico

Na apresentação do PIB trimestral, foi lançado também o Panorama Econômico do Espírito Santo, referente ao primeiro trimestre de 2022. A publicação traz, de forma detalhada, os desempenhos setoriais registrados pelos setores de Indústria, Comércio e Serviços, além de dados do Comércio Exterior, Inflação e Mercado de Trabalho do Estado.

Além do bom desempenho dos setores de Indústria, Comércio e Serviços, merece destaque o Comércio Exterior, com o crescimento das exportações. Nos três primeiros meses deste ano, o avanço chegou a +18,65%, movimentando US$ 2,1 bilhões. As importações também tiveram alta de +62,82%, com movimentação de US$ 2,1 bilhões no período. Em relação ao Mercado de Trabalho, o estoque de emprego formal chegou a 787.283 postos, produzindo um saldo de +13.481 novos vínculos com carteira assinada no primeiro trimestre.

Clique para acessar o relatório completo do Indicador Trimestral do PIB do Espírito Santo – 1º Trimestre de 2022.

Clique para acessar as informações detalhadas do Panorama Econômico do Espírito Santo – 1º trimestre de 2022.

Informações à Imprensa
Assessoria de Comunicação do IJSN
Eduardo Rabello
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comunicacao@ijsn.es.gov.br

Panorama Economico 2020b

O Panorama Econômico tem a proposta de analisar a economia do Espírito Santo trimestralmente, detalhando os movimentos econômicos captados pelo indicador de PIB trimestral, calculado pelo Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN). Com esta iniciativa, o IJSN procura fornecer informação qualificada sobre a economia do Espírito Santo, assegurando maior transparência e conhecimento para a população capixaba.